quando a bunda fala por si
janeiro 2nd, 2012 § 1 Comentário
quem explica o monopólio da bunda? que poder é esse que a bunda tem de fazer um cidadão contorcer o próprio pescoço só pra dar aquela espiadinha na bunda que passa por ele? alguns de forma mais discreta, outros escancaradamente… a bunda fala por si.
falo com conhecimento de causa: sou uma bunduda original de fábrica, herança genética de meus ascendentes italianos. eu não pedi pra nascer bunduda, mas nasci. não estou dizendo aqui que sou A gostosa porque tenho bunda grande… nananinanão. se eu gostasse tanto do meu rabo não o teria deixado escondido durante a adolescência toda debaixo de uma camiseta preta de heavy metal. sim, eu o.d.i.a.v.a minha bunda. odiava minhas pernas grossas. odiava passar entre um grupo de meninos e perceber que minha bunda parecia mais interessante do que minhas ideias, meu papo. aprendi a me aceitar lá pelos 18, 19 anos. daí eu descobri a mini-saia! hohoho!
bunda grande dá trabalho. principalmente se tu tens algo a dizer, bunda grande dá bastante trabalho. porque as pessoas preferem te enxergar como uma gostosa antes de te enxergar como uma boa profissional, por exemplo. a sociedade ainda é muito machista, e muito disso por conta da postura de muitas mulheres. mulheres que consideram a beleza como fator determinante, e ponto. tipo: sou gostosa e me basta. conhecemos muitas assim.
e sabem qual é o maior problema? a bunda não desgruda de ti. aonde tu vais, ela vai. mesmo naqueles dias em que tudo o que te interessa é passar despercebida, lá vem a maldita bunda. fucking ass. e é nesses dias que eu me pergunto por que não nasci com aquelas bundinhas que mal dá pra rechear um pastel. quando se tem um namorado ciumento, então… haja saco! homem ciumento deveria ser proibido de namorar bundudas.
porém, entretanto, todavia… já que eu nasci assim, tive que aprender a me aceitar assim, e usar disso a meu favor. não por ai, pela rua, pra qualquer um. eu desbundo só pra quem me interessa, praquele homem que sabe o que fazer com a MINHA bunda. com o meu consentimento, é claro. porque passadinha de mão na bunda é o caralho, vai alisar o rabo da tua mulher, e não o meu. à não ser que eu queira, é lógico!
welcome, two thousand twelve.
janeiro 2nd, 2012 § Deixe um comentário
Sleep Forever
Portugal. The Man
As i finally meet my end
I won’t be scared, i won’t defend
The things i’ve done
I don’t need him like you do
I don’t fear him like you do
As the world revolves the sun
I hope the light that i become can
Sleep for once
I will leave it like you do
I won’t lead it like you do
I won’t leave it like they do
I don’t need him like they do
I just want to sleep forever
Never see tomorrow
Or lead or follow
I don’t want to work forever
Know what i know
Or beg or borrow
Just like our mothers
Who gave us our homes
We’ll be just like our fathers
And go out on their own
’cause we are the colors
Of all that you see
We’ll be just like our brothers
And take to the streets
Take to the streets
I just want to sleep forever
Never see tomorrow
Lead or follow
As my world it hides behind
The words only your wars define
They read a lot like news
But i fear it more than you
I fear it more than you
I just want to sleep forever
Never see tomorrow
Or lead or follow
I don’t want to work forever
Know what i know
Or beg or borrow
Just like old lovers
Who never leave home
We’ll forget the city
And forget the roads
’cause we are all rebels
Never do what we’re told
We may not grow money
But man we grow old
Man we grow old
I just want to sleep forever
Never see tomorrow
Or lead or follow
I don’t want to work forever
Know what i know
Or beg or borrow
Just like our mothers
Who gave us our homes
We’ll be just like our fathers
And go out on our own
’cause we are the colors
In all that you see
We’ll be just like our brothers
And take to the streets
’cause we are all children
Yeah, we are all man
It may not be much
But we do what we can
Don’t need no preacher
To make us believe
That everything’s perfectly
Fucked up like me
it might get loud
dezembro 7th, 2011 § Deixe um comentário
já viu? este documentário é dever de casa pra quem gosta de rock!
se ainda não viu, pirateia aqui: http://www.megaupload.com/?d=U46E31E8
=)
afiada como nunca
novembro 3rd, 2011 § Deixe um comentário
vim reclamar da vida. pra que serve um blog mesmo? pra reclamar da vida. é.
povo da educação tá surtando. e eu também. final de ano, ano de greve, fudido como nunca. reposição de aulas, alunos querendo passar a qualquer custo, alunos de 6a. série aprovados automaticamente pelo sistema e sem chance de reprovação praquele filho da putinha que te incomodou o ano todo e eu nem pude mandar o cidadão tomar no meio do olho do seu cu. porque eu sou professora, oras. e professora que se preze mantém a compostura, mas só deus sabe a lista de palavrões impronunciáveis pulando no teu cérebro feito pipoca em óleo quente. mas engole. e segue.
e ainda esse papo de ‘ensino médio inovador’ que o estado tá enfiando goela abaixo. onde a criançada do ensino fundamental vai estudar? a prefeitura vai dar conta disso? com que receita? há um projeto de implantação parcial para 2012 e total a partir de 2013. a proposta é de ensino integral para ensino médio. com que estrutura o aluno vai passar o dia todo na escola? amanhã tem reunião sobre este assunto, no simão. vai rolar um bafão, aposto.
e tem a mãe que foi chorar pela nota do filho, na semana passada. ‘dá um trabalhinho extra pra ele, eu falo pra ele não dizer nada pra ninguém e tu mudas a nota dele’. meocoo. e o pai do filhodaputinha me olhando com aquela cara, como se EU fosse a errada da história. meocooaoquadrado. tá explicada a ignorância do menino. ge-né-ti-ca.
recomendo a musga do the dig. e do the kills. e foals. tá?
beaj.
da educação
julho 15th, 2011 § Deixe um comentário
ontem fui à alesc acompanhar um trecho da vergonhosa votação do plc 026, o documento que decreta a morte do plano de carreira do magistério catarinense. e vou te dizer: fiquei chocada.
fiquei chocada em ver o descaso com que a classe é (des)tratada. policiamento de choque? professor é bandido? não, professor é fu-di-do. e mais que fudido, é desrespeitado, atropelado por uma votação comprada. e vergonhosa.
fiquei chocada com a cara de despotismo da maioria dos deputados, tratando a causa e a classe a toque de caixa, desconsiderando toda e qualquer negociação que favorecesse aos professores.
fiquei chocada com o sindicato, órgão que, sinceramente, nunca coloquei meus créditos, mas mostrou-se incompetente como NUNCA.
sabe o que mais dói? é que eu poderia ter feito qualquer curso, e muitos me interessavam: direito, arquitetura, publicidade, moda… mas não, eu quis LETRAS. e eu AMO a minha profissão. eu devo ser punida por isso? eu devo me contentar com um salário de miséria e um plano de carreira que basicamente nivela os ganhos entre um licenciado e um doutor? devo me calar diante de um governo corrupto que não paga nem a porra do piso da carreira? devo me calar diante de uma administração pública que notoriamente usa a verba do fundeb, destinada exclusivamente para a educação, para qualquer outra coisa que NÃO SEJA a educação? devo?
chega, colegas. é hora. e a hora é agora.
eu acredito, SIM, na educação.
te disse
março 7th, 2011 § Deixe um comentário
Intimidade
Zélia Duncan
Não nega
Fui eu que senti
Renega
Ninguém vai te ouvir
intimidade é fato
Não dá pra fingir
Impeça
senão vou cumprir
Carrega
seus traumas daqui
Envelhecer é fato
Não dá pra fugir
Se esfregue em outro rosto
pra deixar de me amar
Você me deu o gosto
e esqueceu o lugar
Passos largos fora de hora
não vão me afastar
Confessa
Seu tombo é aqui
na queda
Quem vai se exibir
Dignidade é fato
não dá pra fugir
muse
janeiro 27th, 2011 § Deixe um comentário
este é um texto que se inicia no texto de baixo. vai lá primeiro, obrigada.
mas ó, o muse não deixou passar batido, e fez uma versão beeem boa de ‘feeling good’. espia:
beaj!
nina
janeiro 27th, 2011 § 1 Comentário
Feeling Good
poema roubado
outubro 5th, 2010 § 3 Comentários
Ouça,
se eu viesse até você, saído do vento,
vestindo somente meu sonho esvaído,
você me daria abrigo?
ando sem eira nem beira -
não tenho nada que o mundo queira.
Amo você: minha fortuna é só essa.
Mas, sei, não podemos navegar sem redes:
sei que você não pode se expor,
por mais suave que seja o vento,
ou por mais leve que seja a chuva.
(A forja: alguma poesia irlandesa contemporânea. Michael Harnett… [et al.]; seleção, organização e tradução Marcelo Tápia. — 1ª ed. — São Paulo: Editora Olavobrás, 2003.)
*adaptado por rogério bettoni.
roubei daqui.