poema roubado

outubro 5th, 2010 § 3 Comentários

Ouça,
se eu viesse até você, saído do vento,
vestindo somente meu sonho esvaído,
você me daria abrigo?
ando sem eira nem beira -
não tenho nada que o mundo queira.
Amo você: minha fortuna é só essa.

Mas, sei, não podemos navegar sem redes:
sei que você não pode se expor,
por mais suave que seja o vento,
ou por mais leve que seja a chuva.

(A forja: alguma poesia irlandesa contemporânea. Michael Harnett… [et al.]; seleção, organização e tradução Marcelo Tápia. — 1ª ed. — São Paulo: Editora Olavobrás, 2003.)

*adaptado por rogério bettoni.

roubei daqui.

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